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Um banco central é uma instituição financeira independente ou ligada ao
Estado cuja função é gerir a política econômica, ou seja, garantir a
estabilidade e o poder de compra da moeda de cada país e do sistema
financeiro como um todo. Além disso tem como objetivo definir as
políticas monetárias (taxa de juros, câmbio, entre outras) e aquelas que
regulamentam o sistema financeiro local. O banco faz isso interferindo
mais ou menos no mercado financeiro, vendendo papéis do tesouro,
regulando juros e avaliando os riscos econômicos para o país.
Central bank pela internet
Os papéis tradicionais de um
banco central são:
Banqueiro do governo: é ele quem guarda as reservas
internacionais em ouro ou moeda estrangeira do governo.
Autoridade emissora de moeda, ou monopólio de emissão: é o banco
central quem, com exclusividade, emite ou autoriza a emissão de
papel moeda daquele país.
Executor da política monetária e cambial: é o banco central quem
insere ou retira moeda do mercado, regula as taxas de juros e
regula a quantidade de moeda estrangeira em circulação no país.
Essas operações são conhecidas como open market ou operações de
mercado aberto, e consistem principalmente na compra e venda de
títulos públicos ou de moeda estrangeira para instituições
financeiras previamente escolhidas.
Banco dos Bancos, ou prestamista de última instância: o banco
central provê empréstimos exclusivos aos membros do sistema
financeiro a fim de regular a liquidez ou mesmo evitar falências
que poderiam causar uma reação em cadeia de falências bancárias.
Ele também mantém os depósitos compulsórios dos bancos
comerciais, regulando assim a multiplicação da moeda escritural
no mercado.
Além desses papéis, alguns bancos centrais (como por exemplo o
Banco Central do Brasil) acumulam também o papel de supervisor
do sistema financeiro.
História
O primeiro banco central de que se tem notícia foi o Banco
da Inglaterra. Ele surgiu em 1694 como uma sociedade anônima
privada. Como contrapartida de empréstimos para financiar a
guerra contra a França o Rei William de Orange concedeu ao banco
o monopólio de emissão de moeda na região de Londres, dando-lhe
assim duas das funções clássicas de um banco central: Era
banqueiro do governo e também detinha monopólio de emissão
(apesar de restrito).
Devido ao grande prestigio e confiabilidade alcançados pelo
Banco da Inglaterra, os outros bancos começaram a a prática de
ali manter depósitos e garantias. Nos séculos XVIII e XIX houve
uma proliferação de pequenos bancos rurais na Inglaterra, que
para evitar quebras e crises de confiança, mantinham depósitos
de garantia nos grandes bancos de Londres, que por sua vez
mantinham seus depósitos de garantia no Banco da Inglaterra. Com
isso ele se destacou com o eixo do sistema bancário inglês. Por
volta de meados do século XIX o Banco da Inglaterra começou a
fazer liquidações de saldos entre os depósitos que os outros
bancos mantinham junto a ele, criando as bases dos sistemas de
compensação bancária e assumindo enfim o terceiro papel
tradicional de um banco central: o de Banco dos Bancos.
Seguiu-se que ele era o único banco habilitado a servir como
prestamista de última instância quando surgiam crises no sistema
financeiro, evitando assim a reação em cadeia provocada pelas
falências bancárias e as crises de confiança. Assim, assumia
também o mais este dentre os papéis clássicos.
Em 1946 a sua importância para o sistema financeiro da
Inglaterra foi finalmente reconhecida, e o banco foi estatizado,
assumindo oficialmente o status de Banco Central.
Nos moldes do Banco da Inglaterra, os outros bancos centrais da
Europa também passaram por diversas fases de evolução até
chegarem no nível de evolução atual, com o Banco Central
Europeu.
Independência
Hoje em dia muitos consideram que quanto mais independente
um banco central, maior seria sua autonomia para agir e a
eficácia de suas atuações para a estabilização da moeda e
manutenção do seu poder de compra.
Em contrapartida outros alegam que há vários bancos centrais de
países com economias fortes e em amplo crescimento estável que
não seguem esse modelo de indepêndencia, como o Banco Central do
Japão e o Banco Popular da China.
O modelo maior de independência entre os bancos centrais atuais
é do Banco Central Europeu (que por sua vez foi inspirado no bem
sucedido banco central da Alemanha, o Bundesbank) , seguido pela
Reserva Federal (informalmente "Fed") dos Estados Unidos.
O Banco Central do Brasil atingiu um nível de evolução em que,
na prática, tem autonomia total e certa independência, mas
legalmente ainda é dependente e subordinado ao Conselho
Monetário Nacional e subseqüentemente ao Ministério da Fazenda.
Um banco central independente é aquele que não pode financiar o
déficit público, ou seja não pode adotar políticas emissionistas
A única atribuíção de um Banco Central independente é manter a
moeda estável.
Lista de países no mondo
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