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O que é uma
OffShore?
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Chamam-se popularmente de
offshores as contas e empresas abertas em paraísos fiscais,
geralmente com o intuito de pagar-se menos imposto do que no seu
país de origem. Como a grande maioria dos países que permitem a
criação desse tipo de empresa anônima — ou a abertura desse tipo
de contas bancárias anônimas — fica em ilhas, (tais como as
Bermuda, Jersey, Ilhas Cayman, etc.), por extensão de sentido,
esse tipo de empresa anônima ou de conta bancária anônima passou
a ser chamado de offshore, embora alguns países continentais,
como o Grão-Ducado do Luxemburgo ou o Principado de Mônaco
também as permitam, usando esquemas legais diferentes, porém de
resultados equivalentes.
OFFSHORE - Offshore é quando uma empresa se estabelece em outro
país. Uma "offshore company" é uma entidade situada no exterior,
sujeita a um regime legal diferente de "extraterritorial" em
relação ao país de domicílio de seus associados.
Essas contas são abertas nos países de legislação de origem
britânica usando-se um conceito jurídico de trust originário da
common law inglesa, que foi trazido para a Inglaterra pelos
cruzados, que aprenderam o conceito de "waqf" islâmico, pelo
qual é feito um contrato (trust instrument ou deed of trust),
através do qual a propriedade (inclusive imobiliária, tangível e
intangível) de um bem passa para o nome de uma outra pessoa (ou
pessoas, ou organizações), em benefício de outrem, e nos países
que adotam o Direito Romano usa-se como artifício para assegurar
o anonimato o conceito jurídico de Fundações. Assim, nos países
que adotam a common law os trustees é que detêm o título legal
de propriedade, mas são obrigados a mantê-la e administrá-la em
benefício de outrem, do beneficiário; nos países que adotam o
Direito Romano a propriedade passa a pertencer a uma Fundação.
Nos países (paraísos fiscais) que permitem a operação desse tipo
de trusts ou de Fundações, um Banco só tem conhecimento do nome
dos trustees (administradores, uma espécie de procuradores)
dessas contas ou dos gestores da Fundação, ignorando
completamente quem seja o real beneficiário, ou o real dono, do
dinheiro ali depositado. Assim é portanto impossível que venham
a prestar informações sobre quem são os proprietários do
dinheiro depositado nessas contas, mesmo que haja alguma
determinação judicial nesse sentido: o Banco simplesmente não
sabe. Desta forma o sigilo absoluto é garantido, e é impossível
de ser quebrado.
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